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Milei se recusa a cumprimentar Lula
O governo Milei disse que “não vai haver comunicado oficial” sobre a vitória de Lula; fontes do próprio governo ligam a recusa à tese de fraude de Flávio. Kast, Peña e Noboa, todos de direita, cumprimentaram.
Outro lado: O porta-voz atribui a decisão a uma “diferença ideológica” e diz que o comércio no Mercosul continua.
Para destravar a conversa
Quem é quem nesta história
- Javier Milei: presidente da Argentina desde 2023, aliado da família Bolsonaro.
Em uma frase
O porta-voz de Milei disse que “não vai haver comunicado oficial” sobre a vitória de Lula. Kast, do Chile, Peña, do Paraguai, e Noboa, do Equador, todos de direita, cumprimentaram Lula. Até o PL, partido de Flávio, reconheceu o resultado. Fonte: Cadena 3; Emol; InfoMoney.
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“Milei não cumprimentou porque a eleição foi suspeita.”
Presidentes de direita da região cumprimentaram Lula: José Antonio Kast, do Chile, Santiago Peña, do Paraguai, e Daniel Noboa, do Equador. Segundo o La Nación, fontes do próprio governo argentino ligaram a recusa à tese de fraude de Flávio, que não apresentou prova.
Fatos que costumam aparecer na conversa
O porta-voz de Milei atribui a decisão a uma “diferença ideológica” e diz que o comércio no Mercosul continua. As relações entre os dois países já estavam rebaixadas desde agosto.
Uma pergunta para abrir
“Se a direita do Chile, do Paraguai e do Equador reconheceu a eleição, o que Milei vê que eles não viram?”
Fontes: Cadena 3; La Política Online; La Nación; Emol (reações dos presidentes); InfoMoney (PL reconhece); T13 (mensagem de Kast)
Detalhes e atualizações
Kast, Peña e Noboa cumprimentam Lula; governo Milei diz que “não vai haver comunicado oficial” sobre a vitória, e fontes do governo ligam a recusa à tese de fraude de Flávio
Em 27 de outubro, dois dias depois do segundo turno, o porta-voz da Presidência argentina, Adrián Ravier, disse na Casa Rosada que “não vai haver um comunicado oficial” sobre a vitória de Lula e que o governo “tomou nota do resultado eleitoral”, segundo a Cadena 3 e o La Política Online. Presidentes de direita da região cumprimentaram Lula: José Antonio Kast, do Chile, escreveu que telefonou a Lula e o felicitou “pelo resultado da eleição”; Santiago Peña, do Paraguai, e Daniel Noboa, do Equador, também se manifestaram, segundo o Emol. Segundo o La Nación, Milei era até então o único presidente da região a não reconhecer publicamente o resultado, e fontes do governo argentino associaram a demora às denúncias de fraude de Flávio Bolsonaro: um reconhecimento oficial enfraqueceria a ação que ele promete levar à Justiça Eleitoral. Na noite da eleição, Milei republicou a mensagem de um deputado aliado segundo a qual “ao esquerdista médio incomoda votar no mesmo candidato que os presos” (La Nación); segundo o Emol, também compartilhou uma publicação que comparava Lula a Nicolás Maduro e questionava a legitimidade da eleição. Na mesma noite de 27, Flávio deixou o Brasil pela fronteira argentina (Sinais 046 e 050). As relações entre os dois países estão rebaixadas ao nível de encarregados de negócios desde agosto.
Outro lado: Ravier atribuiu a decisão a uma “diferença ideológica que é real” e disse que Lula não cumprimentou Milei em 2023; segundo o La Política Online, Lula publicou em 19 de novembro de 2023 uma mensagem que desejava “boa sorte e êxito” ao novo governo, sem citar Milei. Ravier disse que o comércio e o trabalho no Mercosul continuam e que Flávio não pediu asilo na Argentina. O PRO, partido de Mauricio Macri e aliado do governo Milei, reconheceu a vitória de Lula.
