Brasil Adversário como inimigo
Demitido por ter “feito o L”
O MPT recebeu 1.459 denúncias de assédio eleitoral em três dias depois do segundo turno, com relatos de demissão por voto. A Justiça proibiu uma deputada do PL de incentivar empresários a punir quem “fez o L”.
Situação: Denúncia não é condenação: cada caso ainda será apurado, e a liminar é provisória.
Para destravar a conversa
Quem é quem nesta história
- MPT: Ministério Público do Trabalho, que fiscaliza o cumprimento das leis trabalhistas.
- Índia Armelau: deputada estadual do PL no Rio de Janeiro, reeleita em 2026.
Em uma frase
Em três dias depois do segundo turno, o MPT recebeu 1.459 denúncias de assédio eleitoral, com relatos de trabalhadores demitidos por terem comemorado a vitória de Lula. Em 2026 já são 3.754, mais que em toda a eleição de 2022. A Justiça proibiu uma deputada do PL de incentivar empresários a punir quem “fez o L”. Fonte: Agência Brasil; Estadão Conteúdo.
Baixar imagemSe te disserem
“Não faz sentido manter na empresa quem odeia empresários.”
A frase é de uma deputada do PL, e a Justiça do Trabalho a proibiu de incentivar empresários a discriminar, demitir ou perseguir trabalhadores pelas convicções políticas. Segundo o MPT, punir trabalhador pelo voto é assédio eleitoral: foram 1.459 denúncias em três dias depois do segundo turno, e o total de 2026 já passa o de toda a eleição de 2022.
Fatos que costumam aparecer na conversa
Denúncia não é condenação: cada caso ainda será apurado, e a decisão contra a deputada é uma liminar, ou seja, provisória.
Uma pergunta para abrir
“Você acha certo alguém perder o emprego pelo voto, qualquer que seja o candidato?”
Fontes: Agência Brasil; Estadão Conteúdo (via O Liberal); Estadão Conteúdo (via Correio do Estado), ação contra a Meta
Detalhes e atualizações
MPT recebe 1.459 denúncias de assédio eleitoral em três dias depois do segundo turno, com relatos de demissão por voto; Justiça proíbe deputada do PL de incentivar empresários a punir quem “fez o L”
Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), as denúncias de assédio eleitoral aumentaram mais de 75% depois do segundo turno: foram 1.459 registros entre a meia-noite de 26 de outubro e o meio-dia de 29, informaram a Agência Brasil e o Estadão Conteúdo. Até 29 de outubro, o total de 2026 chegou a 3.754, acima das 3.373 de toda a eleição de 2022, segundo o Estadão Conteúdo. São Paulo (620), Minas Gerais (351) e Paraná (338) lideram, segundo a Agência Brasil. O procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, descreveu o padrão: o trabalhador que publicou “post do candidato Lula” ou comemorou o resultado “está sendo dispensado, está sendo perseguido, está sendo retaliado”, e “isso não aconteceu na eleição passada”. Em 27 de outubro, a Justiça do Trabalho proibiu, em liminar, que a deputada estadual Índia Armelau (PL-RJ), reeleita, incentive empregadores a discriminar, demitir ou perseguir trabalhadores pelas convicções políticas, sob multa diária de R$ 5 mil; ela tinha publicado: “Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez o L. Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários”. Em 29 de outubro, o MPT entrou com ação civil pública contra a Meta: pede a remoção, em 24 horas, de publicações que convocam empresários a vigiar, expor, não contratar e demitir trabalhadores por causa do voto, multa de R$ 500 mil por conteúdo mantido e R$ 50 milhões por danos morais coletivos.
Outro lado: Denúncia ao MPT não é condenação: cada caso ainda será apurado, e a liminar contra a deputada é provisória. As matérias da Agência Brasil e do Estadão Conteúdo não trazem resposta de Índia Armelau nem da Meta. Os totais divulgados variam conforme o horário do balanço (a Agência Brasil citou 3.396 denúncias no início da tarde de 29 de outubro).
