Dossiês Sinais Quem são Participe

Método e critérios

Por que o painel existe, como cada ação é escolhida e classificada, quais fontes valem e como tratamos seus dados.

Atualizado em 2 de novembro de 2026

Por que um observatório

Este painel nasceu na eleição de 2026 para mostrar o que governos da direita radical e extrema fazem quando chegam ao poder. A eleição passa, o risco persiste. Por isso ele virou um observatório permanente, independente de períodos eleitorais.

De que lado estamos. Do lado da democracia, do pluralismo e dos direitos. Ser de direita é uma posição legítima, e este painel não é contra a direita: é contra a direita radical e a extrema direita, que, em graus diferentes, atacam as regras do jogo, tratam adversários como inimigos, toleram a violência e restringem liberdades. Não é direita contra esquerda, nem Lula contra Bolsonaro. É a democracia de todos diante de quem quer esvaziá-la.

Para quem fazemos. Para quem acompanha a política de perto e para quem anda distante dela, e para que essas pessoas conversem, com fatos à mão. Quem já está radicalizado não é o nosso foco.

Como olhamos. Pelo que eles fazem, não só pelo que dizem. Cada ação tem fonte. Cada defesa aparece como “outro lado”. Quando a defesa pode ser checada e é falsa, dizemos isso, também com fonte. Fato e mentira não recebem o mesmo peso.

O que observamos. Governos, ação por ação, em pautas que mexem na vida das pessoas. Parlamentares e figuras públicas, pelos votos, projetos e falas. E as redes que os ligam.

Com que régua. Os sinais de alerta democrático descritos por Levitsky e Ziblatt, e referências de organismos e institutos reconhecidos.

O que não fazemos. Não tratamos da vida pessoal de ninguém. Não publicamos sem fonte. Não publicamos sem o outro lado.

Achou um erro? Avise pelo formulário. Corrigimos e registramos a correção.

Use o painel para destravar conversas ponderadas e propositivas, ainda que duras diante dos acontecimentos. Há muita opinião predominando no debate público. Não é suficiente. Fatos são argumentos.

Critérios das pautas

O que entra em cada pauta. Uma ação só é classificada como “piorou” ou “melhorou” quando se encaixa no critério e tem fonte.

Critérios dos dossiês

Os quatro dossiês seguem os sinais de alerta de comportamento autoritário de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt, em Como as democracias morrem. Uma evidência entra quando responde à pergunta do dossiê, com fonte e outro lado: pode ser um Sinal ou uma ação de governo já registrada nas pautas. A mesma ação aparece uma vez na pauta e, se couber, também no dossiê.

Regras do jogo
Rejeita ou enfraquece as regras democráticas? Não aceitar o resultado das urnas, atacar ou ocupar os árbitros (cortes, autoridades eleitorais, polícia), governar contornando a Constituição ou desprezar o direito internacional. Ampliação declarada: Inclui o desprezo ao direito internacional, como a captura de Maduro e os ataques a barcos sem julgamento.
Adversário como inimigo
Nega a legitimidade do adversário ou elege um grupo como inimigo? Chamar de criminoso, traidor ou ameaça à nação sem base, punir quem é oposição, ou desumanizar um grupo por orientação sexual, gênero, origem, raça, religião ou deficiência. Ampliação declarada: Inclui grupos desumanizados, não só adversários políticos: é o passo que historicamente precede a perseguição de Estado.
Violência
Tolera ou estimula a violência? Elogiar, perdoar ou ameaçar com o uso da força, ligar-se a grupos armados, ou usar a força do Estado sem limite legal.
Liberdades
Restringe as liberdades civis de opositores, críticos, imprensa ou sociedade civil? Vigiar, processar, calar ou proibir.

As duas ampliações são escolhas editoriais do painel, declaradas aqui para quem quiser conferir. Desinformação só entra quando for sistemática, e não uma fala isolada. Atos coletivos, como assédio eleitoral, exigem fonte institucional com números.

Privacidade e fontes

Privacidade

Este site conta visitas de forma anônima, com o GoatCounter: sem cookies e sem coletar dados pessoais.

Participe. O formulário do botão “Participe” é do Tally, serviço com sede na Bélgica e dados hospedados na União Europeia, e só é carregado quando você clica nele. Ficam guardados apenas o que você enviar: o que você quer, nome e e-mail (opcionais; o e-mail serve só para mandar atualizações a quem pedir), e a mensagem. Esses dados não são vendidos nem repassados. Para deixar de receber atualizações ou pedir que seus dados sejam apagados, envie uma mensagem pelo próprio formulário.

Licença

O conteúdo deste painel está sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 (CC BY 4.0): pode ser copiado, adaptado e compartilhado, inclusive para fins comerciais, desde que cite o “Painel Observatório da Direita Radical e Extrema” e o link destrava-conversas.com.br/observatoriodireitaradical, e indique se houve mudanças. O código está em github.com/destrava-conversas/observatoriodireitaradical.

Autoria e uso de IA

Autoria: Eleitor Brasileiro Preocupado. O painel foi feito com o Claude, assistente de IA da Anthropic, que pesquisou fontes públicas, resumiu e classificou as ações de cada governo e escreveu o código da página. As escolhas editoriais, como quais líderes e pautas entram e os critérios de classificação, são do autor. A IA pode errar: confira os links das fontes.

Períodos e fontes

Períodos cobertos: Jair Bolsonaro (Brasil, 2019 a 2022), Milei (Argentina, até setembro de 2026), Bukele (El Salvador, desde 2019), Kast (Chile, desde março de 2026), Trump (Estados Unidos, 2017 a 2021 e desde 2025, até junho de 2026), Orbán (Hungria, até abril de 2026) e o PiS (Polônia, 2015 a 2023). A comparação usa o Brasil de 2023 a 2025.

Critério de fontes

Desde outubro de 2026, toda ação e todo Sinal sobre o Brasil tem pelo menos uma fonte de um destes dois grupos:

Outros veículos aparecem como complemento, mas não bastam sozinhos. Isso vale para os que têm linha editorial declarada, à direita ou à esquerda, como Gazeta do Povo, Revista Oeste, Jovem Pan, Crusoé, CartaCapital, Brasil de Fato e Fórum. Vale também para portais como Poder360 e Metrópoles, que ficam por serem abertos, sem paywall. Quando a fonte de referência tem paywall, o painel mantém junto uma fonte aberta. Matérias de agência republicadas em outro site aparecem como “Agência (via site)”. Sem uma fonte de referência ou oficial, a ação não entra no painel. Nos outros países, a regra ainda não se aplica: muitas ações dependem de veículos locais menores, e o painel prefere manter a informação com uma fonte que pode ser conferida a ocultá-la.

Cada fonte mostra o que é, para que a usei e onde aparece. Semáforo: verde, muito confiável (dados e documentos oficiais, organismos internacionais, pesquisa acadêmica, agências e emissoras públicas e os veículos de referência listados em Critério de fontes); amarelo, confiável (os demais). Governo, partido e veículo de linha declarada estão indicados. Nas ações, o nome em azul abre a matéria; “(buscar)” abre uma busca no Google, em inglês para países estrangeiros e em português para o Brasil, quando o endereço exato da matéria não foi localizado.