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EUA Regras do jogo

Quer travar o resultado antes da eleição, para o caso de perder

Sinal 057Barrada

O Departamento de Justiça de Trump pediu para impedir a certificação da eleição ao Senado no Alasca se o senador republicano perdesse, alegando confusão com um candidato de mesmo nome. A juíza rejeitou dois dias antes do voto.

Outro lado: O Departamento diz defender uma eleição justa e vai recorrer; o senador acusa a campanha democrata de recrutar o homônimo, o que ela nega.

Para destravar a conversa

Quem é quem nesta história

  • Dan Sullivan: senador republicano pelo Alasca desde 2015, candidato à reeleição. É do partido de Trump.
  • Mary Peltola: candidata democrata ao Senado; foi deputada federal pelo Alasca de 2022 a 2025.
  • Daniel J. Sullivan Jr.: professor aposentado de Petersburg, sem partido. Está na cédula por decisão da Suprema Corte do Alasca.
  • Sharon Gleason: juíza federal no Alasca, nomeada por Barack Obama.

Em uma frase

Antes de um único voto ser contado, o Departamento de Justiça de Trump pediu para travar a certificação da eleição ao Senado no Alasca caso o senador republicano perdesse. A juíza federal Sharon Gleason rejeitou: não há como separar as cédulas sem quebrar o sigilo do voto, e a Constituição dá aos estados a organização das eleições. Fonte: AP; Alaska Public Media.

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Se te disserem

“A campanha democrata plantou um Sullivan falso para confundir o eleitor.”

Se houve fraude no recrutamento, existe caminho: investigação, e ela já está aberta. O que a juíza barrou foi outra coisa: segurar a certificação antes da votação, só para o caso de o senador do partido do presidente perder. O outro Sullivan está na cédula por decisão da Suprema Corte do Alasca, e o estado diz que não há como separar votos sem quebrar o sigilo.

Fatos que costumam aparecer na conversa

No meio do ano, a Suprema Corte do Alasca garantiu ao professor Daniel J. Sullivan Jr. o direito de concorrer, e ele teve cerca de 2,5% na primária. Em 22 de outubro veio a ação do Departamento de Justiça. Depois, o New York Times revelou mensagens de integrantes da campanha de Peltola sobre recrutar o homônimo, o que ela nega, e o Departamento ampliou uma investigação criminal. A suspeita sobre o recrutamento é real e está sendo investigada; o pedido para travar o resultado veio antes dela.

Uma pergunta para abrir

“Se bastasse uma suspeita para segurar o resultado de quem ganhou, quem decidiria quais eleições valem?”

Fontes: AP (via PBS); AP (via KSL); Alaska Public Media

Detalhes e atualizações
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Juíza federal rejeita ação do Departamento de Justiça de Trump que pedia para travar a certificação da eleição ao Senado no Alasca se o senador republicano perder

Em 22 de outubro, com o voto antecipado em curso, o Departamento de Justiça processou o estado do Alasca para impedir a certificação de “qualquer resultado que possa ser afetado pela confusão dos eleitores” na disputa ao Senado e para obrigar o estado a guardar e separar as cédulas com voto em Daniel J. Sullivan Jr., professor aposentado de Petersburg, sem partido, que tem o mesmo nome do senador republicano Dan Sullivan, enquanto se investigasse se esses eleitores se confundiram. Segundo a ação, a confusão poderia pesar se o senador perder, mas ganharia somando os votos dos dois Sullivans. Trump disse que mandou o Departamento entrar com a ação, segundo a Alaska Public Media; havia meses ele dizia que o homônimo tiraria votos do senador. A Suprema Corte do Alasca tinha garantido, no meio do ano, o direito do professor de estar na cédula; ele teve cerca de 2,5% na primária. Em 1º de novembro, dois dias antes da eleição, a juíza federal Sharon Gleason rejeitou a ação, numa decisão de 20 páginas. Ela escreveu que o governo “não apresenta nenhum plano viável” para separar essas cédulas e investigá-las “de forma a preservar o sigilo do voto”, disse que o pedido é inviável porque muitos eleitores já votaram e, segundo a AP, que a tentativa de travar a certificação vai contra a Constituição, que dá aos estados a organização das eleições. O estado, que defendeu suas autoridades eleitorais, chamou a ação de “sem mérito” e disse que a investigação seria impossível, porque as cédulas não têm o nome do eleitor e são misturadas para proteger o sigilo. Antes da decisão, o New York Times revelou mensagens de integrantes da campanha da candidata democrata Mary Peltola sobre recrutar o segundo Sullivan; Peltola nega. Segundo a AP, o Departamento de Justiça ampliou na quinta-feira, 29, uma investigação criminal sobre o caso, com novas intimações de júri federal, e o FBI procurou doadores do professor; o procurador federal no Alasca, Michael Heyman, falou em “reforço de recursos do FBI”. Ainda segundo a AP, o governador republicano mandou investigar o caso e sugeriu que pode não certificar uma eventual vitória de Peltola.

Outro lado: O Departamento de Justiça disse que vai recorrer e que “os eleitores do Alasca merecem uma eleição justa, não ser enganados numa tentativa de manipular resultados”. O senador Dan Sullivan diz que vai perder “muitos votos com essa trapaça” e acusa Peltola de mentir. Peltola diz: “Não tenho interesse em enganar eleitores”; a campanha nega envolvimento com qualquer um dos Sullivans.

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