Às vésperas do voto, a Justiça de Trump mira adversários
A uma semana da eleição de meio de mandato, o Departamento de Justiça fez busca na casa da deputada democrata Ilhan Omar e tenta o terceiro processo contra James Comey. Trump pediu que uma candidata democrata seja processada.
Outro lado: O Departamento diz seguir “os fatos e a lei, não o calendário político”; Omar não foi acusada formalmente.
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A uma semana da eleição, o Departamento de Justiça de Trump fez busca na casa da deputada democrata Ilhan Omar, que está na cédula, e tenta o terceiro processo contra James Comey, a quem Trump chama de “policial sujo”. Trump também pediu que a candidata democrata ao Senado no Alasca seja processada. Fonte: AP.
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Detalhes e atualizações
A uma semana da eleição de meio de mandato, Departamento de Justiça de Trump faz busca na casa da deputada Ilhan Omar e tenta terceiro processo contra Comey; Trump pede que candidata democrata seja processada
Segundo a AP, a poucos dias da eleição de meio de mandato de 3 de novembro, o Departamento de Justiça do governo Trump fez busca na casa da deputada democrata Ilhan Omar, que está na cédula, apreendeu o celular dela e emitiu mais de uma dúzia de intimações de grand jury, inclusive a parentes, numa investigação sobre os papéis de imigração dela. Documentos revelados na mesma semana mostram que promotores tentam abrir o terceiro processo criminal contra o ex-diretor do FBI James Comey desde a volta de Trump à Casa Branca, agora por suposto vazamento de informação sigilosa há uma década. Trump disse não saber do caso, mas acrescentou: “Ele é um policial sujo, James Comey”. No Alasca, Trump disse que a candidata democrata ao Senado Mary Peltola deveria ser processada (“acho que deveriam ser processados”) e escreveu que ela “deveria sofrer as consequências legais e políticas pelo que fez”, depois que o New York Times revelou mensagens de integrantes da campanha dela discutindo recrutar candidatos com o mesmo nome do senador republicano Dan Sullivan; em 29 de outubro, o governador republicano Mike Dunleavy mandou investigar a campanha. David Laufman, ex-funcionário do alto escalão do Departamento de Justiça, disse à AP que “nunca na história moderna” do órgão houve “desprezo tão descarado” pelas normas em investigações politicamente sensíveis.
Outro lado: O Departamento de Justiça disse que segue “os fatos e a lei, não o calendário político de ninguém” e que “o critério é a finalidade, não a proximidade do dia da eleição”. Omar não foi acusada formalmente. A campanha de Peltola diz que “não tem envolvimento com nenhuma das campanhas Sullivan”, e ela chamou o caso de “mais uma distração”.
