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Dinheiro de fora na campanha? A PF vai apurar
O STF mandou a PF investigar se a campanha de Flávio recebeu recursos ou serviços de um grupo americano cofundado por J.D. Vance. A Constituição proíbe recurso estrangeiro a partidos.
Outro lado: A campanha nega. A decisão não conclui que houve crime.
Para destravar a conversa
Quem é quem nesta história
- Flávio Dino: ministro do STF que mandou abrir o inquérito.
- Rockbridge Network: grupo conservador americano cofundado por J.D. Vance, vice-presidente dos EUA.
Em uma frase
O ministro Flávio Dino, do STF, mandou a PF investigar se a campanha de Flávio recebeu dinheiro ou serviços de um grupo americano cofundado pelo vice de Trump, J.D. Vance. A Constituição proíbe partido de receber recurso estrangeiro. A campanha nega. Fonte: CNN Brasil; Agência Brasil.
Baixar imagemSe te disserem
“Isso é perseguição do STF contra a direita.”
O inquérito apura se a campanha recebeu dinheiro, serviços ou pessoal de um grupo americano, e a Constituição proíbe partidos de receber recursos de entidade ou governo estrangeiro. Ele também apura quem pagou anúncios feitos do exterior e se empresas de internet manipularam algoritmos para favorecer ou prejudicar qualquer candidatura.
Fatos que costumam aparecer na conversa
A campanha nega, e abrir inquérito não é concluir que houve crime. O caso fica no STF porque pode envolver parlamentares.
Uma pergunta para abrir
“Você acharia normal um grupo ligado a um governo estrangeiro bancar qualquer campanha no Brasil?”
Fontes: CNN Brasil; Agência Brasil; O Tempo
Detalhes e atualizações
STF manda a PF investigar suspeita de dinheiro estrangeiro na campanha de Flávio Bolsonaro; apuração inclui grupo americano cofundado por J.D. Vance
Em 27 de outubro, o ministro Flávio Dino, do STF, mandou a Polícia Federal abrir inquérito sobre possível interferência e financiamento estrangeiros na eleição de 2026. Uma das linhas apura se os empresários Tallis Gomes e Pedro Sang intermediaram dinheiro, serviços ou pessoal da Rockbridge Network, grupo conservador americano cofundado pelo vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, para a campanha de Flávio Bolsonaro, e se havia ligação com interesse estrangeiro em terras raras. Outras linhas apuram quem pagou anúncios feitos a partir do exterior, quase sempre em português, com previsões da Polymarket favoráveis a Flávio (a plataforma é bloqueada no Brasil desde 2024), e se empresas de internet manipularam algoritmos para favorecer ou prejudicar candidaturas. Dino citou “a necessidade de esclarecer o possível vínculo entre apoio eleitoral e o interesse econômico de agentes estrangeiros”. A Constituição proíbe partidos de receber recursos de entidade ou governo estrangeiro. O inquérito fica sob supervisão do STF porque pode envolver parlamentares.
Outro lado: A decisão não conclui que houve crime. Segundo O Tempo, a campanha de Flávio nega ter recebido financiamento estrangeiro. Tallis Gomes disse à Agência Brasil que não tem função na Rockbridge, no Brasil ou no exterior, e que não participou de arrecadação eleitoral nem de campanha presidencial. Pedro Sang diz que nunca chefiou a operação brasileira do grupo nem participou de financiamento político.
