Brasil Regras do jogo
Não reconhece a derrota
Flávio disse que a votação estendida torna o resultado "impossível de reconhecer" e que vai pedir a anulação. A campanha dele também tinha pedido ao TSE mais tempo de votação.
Outro lado: A prorrogação valeu só para as seções ainda abertas, e o TSE proclamou o resultado.
Para destravar a conversa
Quem é quem nesta história
- Cristiano Zanin: ministro do STF que ordenou a prorrogação da votação.
Em uma frase
Flávio diz que a prorrogação da votação torna o resultado impossível de reconhecer. Mas a própria campanha dele pediu ao TSE mais tempo de votação por causa da chuva. Fonte: Reuters; Agência Brasil.
Baixar imagemSe te disserem
“A eleição foi roubada com a prorrogação da votação.”
A prorrogação foi pedida ao STF por falta de transporte para eleitores em cidades da Bahia e depois limitada às seções que ainda estavam abertas. A própria campanha de Flávio pediu ao TSE mais tempo de votação por causa da chuva.
Fatos que costumam aparecer na conversa
A votação foi mesmo prorrogada por duas horas. Em agosto, no Jornal Nacional, Flávio tinha prometido: “Vou respeitar o processo eleitoral; vou respeitar os resultados.”
Uma pergunta para abrir
“Se a campanha dele também pediu mais tempo de votação, por que a prorrogação virou motivo para anular a eleição?”
Fontes: Reuters (via Terra); Reuters (agosto de 2026); Migalhas; Bahia Notícias, com Agência Brasil; AFP (via swissinfo); InfoMoney (PL reconhece)
Detalhes e atualizações
Flávio Bolsonaro não reconhece a vitória de Lula e diz que vai pedir a anulação da eleição
Derrotado no segundo turno, Flávio afirmou na noite de 25 de outubro que é “impossível reconhecer o resultado da eleição” e que pedirá a anulação ao TSE. Ele atacou a prorrogação da votação por duas horas, ordenada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, e disse que o que aconteceu “não foi normal”. Em agosto, no Jornal Nacional, tinha prometido: “Vou respeitar o processo eleitoral; vou respeitar os resultados.” Atualização (28 de outubro): em vídeo de 26 de outubro, Flávio trocou o pedido de anulação pela promessa de pedir ao TSE a cassação da chapa Lula-Alckmin por abuso de poder político e econômico: “Vou pedir, sim, a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu.” No mesmo dia, o PL, partido dele, reconheceu o resultado: “Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral”, disse o presidente do partido, Valdemar Costa Neto. Lula venceu com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21%.
Verificação: A prorrogação veio de um pedido da coligação de Lula ao STF por falta de transporte público para eleitores em cidades da Bahia; depois, Zanin a limitou às seções que ainda estavam abertas. A campanha do próprio Flávio também pediu ao TSE mais tempo de votação em cidades do Sul e do Sudeste atingidas pela chuva.
