Brasil Regras do jogo
Troca até o ministro "para proteger a família"
Na reunião de abril de 2020, Bolsonaro disse que trocaria até o ministro da Justiça para proteger a família. Dois dias depois, Moro saiu acusando interferência na PF.
Outro lado: Bolsonaro diz que falava da segurança pessoal dele. A PF concluiu que não houve crime, e a PGR pediu o arquivamento.
Para destravar a conversa
Em uma frase
Na reunião gravada de abril de 2020, Bolsonaro disse que trocaria até o ministro para não prejudicarem sua família. Dois dias depois, Moro deixou o governo acusando interferência na PF. Fonte: CNN Brasil; Agência O Globo.
Baixar imagemSe te disserem
“Ele foi investigado e não houve crime.”
A PF concluiu que não houve crime, e a PGR pediu o arquivamento. O Sinal não acusa crime: registra o que foi dito numa reunião gravada, “Se não puder trocar, troca o chefe dele! Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro!”, e o que veio depois: o ministro da Justiça saiu acusando o presidente de interferir na PF.
Fatos que costumam aparecer na conversa
Bolsonaro diz que falava da segurança pessoal dele no Rio de Janeiro. A gravação foi tornada pública pelo STF em maio de 2020, e qualquer pessoa pode ouvi-la.
Uma pergunta para abrir
“Mesmo sem crime, você acha normal um presidente dizer que troca o ministro para proteger a família e os amigos?”
Fontes: CNN Brasil (vídeo e transcrição); UOL (via DOL); Agência O Globo (via InfoMoney)
Detalhes e atualizações
O que foi dito sobre trocar o ministro da Justiça na reunião ministerial de abril de 2020?
Na reunião de 22 de abril de 2020, gravada e tornada pública pelo STF em maio, Jair Bolsonaro disse: “Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro, oficialmente, e não consegui! E isso acabou. Eu não vou esperar f… a minha família toda, de sacanagem, ou amigos meu.” E completou: “Se não puder trocar, troca o chefe dele! Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro!” Dois dias depois, Sergio Moro deixou o Ministério da Justiça acusando o presidente de interferir na Polícia Federal.
Outro lado: Bolsonaro disse que falava da própria segurança pessoal, a cargo do GSI, e não da PF. Mas, um mês antes da reunião, ele havia promovido o chefe da sua segurança pessoal, segundo o Diário Oficial. Em 2022, a PF concluiu que não houve crime e a PGR pediu o arquivamento; em outubro de 2025, a pedido da nova PGR, o STF reabriu a investigação.
