Flávio e os Parças
Qual pauta importa para você? Este painel mostra o que foi feito dela em governos com parças do Flávio.
Atualizado em 18 de outubro de 2026
O que eles fizeram
Como classificamos
Você pode copiar e enviar cada ação para alguém ou para uma IA, inclusive para verificar a veracidade da informação.
Ações contra
Ações a favor
Cada ação vale 1, sem peso por gravidade. Sem ação listada quer dizer que ela não apareceu nas fontes consultadas, não que não exista. “Alegado” marca o que vem só do governo ou de críticos, sem checagem independente. Semáforo das fontes: verde, muito confiável (dados oficiais, organismos internacionais, pesquisa acadêmica, agências e emissoras públicas); amarelo, confiável (demais veículos e organizações, inclusive os de linha declarada e as fontes parciais, sempre identificadas).
Recorte de Saúde
Pandemia: o teste de estresse
De 2020 a 2022, cinco dos sete parças governaram durante a covid-19: Jair Bolsonaro, Trump (só em 2020), Orbán, o PiS e Bukele. Milei, Kast e o governo Lula 3 começaram depois da fase aguda. Como são países diferentes, a régua aqui é o mundo: a média de 159 países com mais de 1 milhão de habitantes, sem contar os cinco analisados.
Mortes em excesso por 100 mil habitantes
Quantas pessoas morreram a mais do que o esperado, por qualquer causa. Conta também as mortes por covid que não foram registradas. Em cada ano, ao lado do número, quantas vezes a média mundial e a posição no mundo (1º é o pior). Toque na comparação para ver as decisões de cada governo.
Trump governou até janeiro de 2021. Em 2021 e 2022, o governo era de Biden (barras apagadas).
Estimativa incerta. As mortes oficiais por covid de 2020 a 2022 foram só 67 por 100 mil, contra 367 estimadas.
2021 foi o ano mais letal no mundo. Nele, Hungria, Polônia e Brasil ficaram entre os 30 piores dos 159 países. Em 2020, Trump, Orbán e o PiS já estavam entre os 26 piores.
Vacinação: pessoas com a 1ª dose
% da população com pelo menos uma dose. Toque na comparação para ver as decisões de cada governo.
A vacinação começou no fim do governo Trump; a maior parte ocorreu já com Biden.
| Começou a vacinar | Ordem no mundo | 70% com a 1ª dose | |
|---|---|---|---|
| Jair Bolsonaro | 17/1/2021 | 46º | 29/9/2021 |
| Trump | 13/12/2020 | 3º | 24/11/2021 (já com Biden) |
| Orbán | 28/12/2020 | 22º | não chegou |
| PiS | 28/12/2020 | 22º | não chegou |
| Bukele | 17/2/2021 | 76º | 5/12/2021 |
| Mundo (todos) | 4/12/2020 | — | maio de 2023 |
O Brasil foi só o 46º país a começar a vacinar. Quando as doses chegaram, o SUS e o Programa Nacional de Imunizações, com décadas de experiência, levaram 70% da população à 1ª dose em oito meses, antes dos EUA. Com vacinas mais cedo, o efeito teria vindo antes, quando a segunda onda matava mais.
Vidas: o que a vacina salvou e o que poderia ter salvado
vidas de adultos salvas pela vacinação no Brasil no primeiro ano da campanha, de janeiro de 2021 a janeiro de 2022. Cerca de 82% das mortes esperadas foram evitadas.
mortes de pessoas com 60 anos ou mais que poderiam ter sido evitadas se a vacinação tivesse começado antes. Os autores tratam o número como piso, porque só conta idosos e os primeiros meses da campanha.
mortes ligadas ao atraso na compra das vacinas da Pfizer e da CoronaVac, segundo cálculos apresentados à CPI da Covid pelo epidemiologista Pedro Hallal. Senadores governistas contestaram o método.
Fonte: Agência Senado
As estimativas usam métodos e recortes diferentes e não devem ser somadas. Juntas, mostram que a vacina salvou centenas de milhares de vidas e que o atraso custou dezenas de milhares.
Decisões que marcaram
Jair Bolsonaro
- contramar. 2020
Em pronunciamento em rede nacional, chama a covid de “gripezinha” e critica o fechamento de escolas.
Fonte: Estado de Minas
- a favorabr. 2020
Auxílio Emergencial de R$ 600, depois prorrogado.
Fonte: Congresso em Foco
- contraabr. 2020 a mar. 2021
Quatro ministros da Saúde em menos de um ano. Mandetta é demitido e Teich sai em menos de um mês, após divergir sobre a cloroquina; o general Pazuello assume.
Fonte: Rolling Stone; IstoÉ
- contramai. 2020
Com Pazuello, o Ministério da Saúde libera a cloroquina para casos leves. O “kit covid”, com cloroquina, azitromicina e ivermectina, passa a circular, sem eficácia comprovada.
Fonte: O Povo
- contrajul. 2020
Veta o uso obrigatório de máscara no comércio, em escolas e em igrejas. O Congresso derruba os vetos depois.
Fonte: Diário do Nordeste; Aos Fatos
- contra2020
Ofertas de vacinas que somavam 130 milhões de doses ficaram sem resposta, segundo a CPI da Covid; um pesquisador estima de 95 mil a 145 mil mortes ligadas ao atraso.
Fonte: SBT News
- contraout. 2020
Desautoriza o ministro e diz que a CoronaVac, a “vacina chinesa”, não seria comprada. Foi com ela que o Brasil começou a vacinar.
Fonte: A Gazeta
- contradez. 2020
Sobre a vacina da Pfizer: “Se você virar jacaré, é problema seu.” Diz que não vai se vacinar.
Fonte: Diário de Notícias
- contrajan. 2021
Falta de oxigênio em Manaus; no mesmo período, o Ministério da Saúde lança um aplicativo que indicava cloroquina.
Fonte: Poder360; Rolling Stone
- contraout. 2021
Em live, associa a vacina contra a covid à aids. Facebook e YouTube removem o vídeo.
Fonte: Agência Brasil
- dado2021 a 2023
O orçamento federal da Saúde chegou a R$ 203,8 bilhões em 2021, com recursos extras da pandemia. A proposta para 2023, enviada pelo governo em 2022, previa R$ 146,4 bilhões, o menor desde 2014. Com Lula, o orçamento de 2025 foi de R$ 246 bilhões.
Fonte: Agência Senado; Futuro da Saúde
Trump
- contraabr. 2020
Em entrevista na Casa Branca, sugere estudar se desinfetante injetado ou luz no corpo poderiam tratar a covid.
Fonte: FactCheck.org
- contra2020
Evita a máscara em público e zomba de Biden por usá-la.
Fonte: Al Jazeera
- a favormai. 2020
Operation Warp Speed financia o desenvolvimento e a compra antecipada de vacinas, aprovadas em tempo recorde.
Fonte: Axios
- contrajun. 2020
A FDA revoga o uso emergencial da hidroxicloroquina, promovida pelo presidente, por falta de eficácia.
Fonte: AP (via HPR)
- contrajul. 2020
Notifica a ONU da saída dos EUA da OMS, em plena pandemia.
Fonte: Associated Press
- contraago. 2025
No segundo mandato, o Departamento de Saúde corta cerca de US$ 500 milhões de 22 projetos de vacinas de mRNA, a tecnologia das vacinas da pandemia.
Fonte: BioPharm International
Orbán
- contramar. 2020
Lei de emergência permite governar por decreto, sem prazo para acabar.
Fonte: Al Jazeera
- a favorfev. 2021
Primeiro país da União Europeia a usar as vacinas Sputnik V e Sinopharm, o que acelerou a vacinação.
Fonte: Euronews
PiS
- contramai. 2020
Tenta fazer a eleição presidencial só pelo correio em plena pandemia; o plano é abandonado e custa 70 milhões de zlotys.
Fonte: Notes from Poland
- dado2021
Com vacinação baixa, a quarta onda leva a Polônia ao maior número de mortes em um ano desde a Segunda Guerra.
Fonte: Notes from Poland
Bukele
- contramar.–abr. 2020
Quarentena com milhares de pessoas detidas em centros de contenção; o governo desobedece decisões da Suprema Corte.
Fonte: Human Rights Watch
- dado2020–2022
As mortes oficiais por covid ficaram cerca de cinco vezes abaixo do excesso de mortes estimado.
Fonte: The Economist
Como ler este recorte
O excesso de mortes não mede só o governo. Idade da população, desigualdade, doenças pré-existentes, força do sistema de saúde e a chegada das variantes também pesam. Os números mostram o resultado, não provam a causa.
Cada barra mostra só as mortes em excesso daquele ano. A média mundial é ponderada pela população e não inclui os cinco países analisados, para não comparar cada um com ele mesmo. A posição no mundo considera os 159 países.
Confiabilidade. Só cerca de um terço a metade da população mundial vive em países com registro de óbitos completo e atualizado. Para os demais, como Índia, China e boa parte da África, o excesso de mortes é estimado por modelo, com margem de erro larga. Como esses países pesam muito na média, ela é uma referência aproximada. Brasil, EUA, Hungria e Polônia têm registros confiáveis; El Salvador, não, por isso sua faixa de incerteza é grande.
Os valores do orçamento da Saúde vêm de fontes diferentes: os de 2021 e 2023 são das Consultorias do Congresso, e o de 2025, da lei orçamentária.
Fontes dos gráficos: The Economist, modelo de mortes em excesso; Our World in Data, vacinação.
Comparação Lulagoverno de 2023 a 2025
Ações do governo Lula
Ranking das pautas
Ordenado pelas ações contra documentadas, sem peso por gravidade. Uma ação pode valer para mais de uma pauta, então a soma passa do total. Pautas com mais fontes somam mais ações: é um retrato do que foi documentado, não uma medida de gravidade. Toque numa linha para ver as ações.
Contexto Geral
▲ favorável▼ desfavorável▶ misto ou sem base de comparaçãoA seta mostra como o dado está para as pessoas. Não prova que o governo causou o resultado.
Resultados, não ações: não entram no placar.
Sinais
Curadoria de reportagens, análises, vídeos e podcasts para entender o que está em jogo. Cada item leva ao conteúdo original; o resumo e o motivo para ler são do painel.
Visão geral
Proporção de ações contra (laranja) e a favor (azul) em cada célula. Toque para filtrar.
laranja · azul = ações contra · a favorArraste para o lado para ver todas as pautas →
Respeito às regras
“O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que ele já é hoje. Com maioria no Senado para [eleger] o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara. Para a gente mudar a Constituição, para a gente redemocratizar este país, para as instituições voltarem a respeitar a Constituição.”
Ranking de intervenções constitucionais
Eventos em que um governo mudou, ou tentou mudar, limites constitucionais ao poder: texto da Constituição, mandato e reeleição, cortes e órgãos de controle, decretos e rupturas. Cada evento vale 1.
Conta eventos, não gravidade. Mudanças formais por maioria qualificada podem ser legítimas: o ranking não julga a intenção, só separa o que foi concretizado do que foi barrado por cortes, pelo Legislativo ou pelo voto. Sem evento não significa que não houve: a cobertura depende do que foi documentado. Toque numa linha para ver eventos e fontes.
Privacidade e fontes
Privacidade
Este site conta visitas de forma anônima, com o GoatCounter: sem cookies e sem coletar dados pessoais.
Participe. O formulário do botão “Participe” é do Tally, serviço com sede na Bélgica e dados hospedados na União Europeia, e só é carregado quando você clica nele. Ficam guardados apenas o que você enviar: o que você quer, nome e e-mail (opcionais; o e-mail serve só para mandar atualizações a quem pedir), e a mensagem. Esses dados não são vendidos nem repassados. Para deixar de receber atualizações ou pedir que seus dados sejam apagados, envie uma mensagem pelo próprio formulário.
Licença
O conteúdo deste painel está sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 (CC BY 4.0): pode ser copiado, adaptado e compartilhado, inclusive para fins comerciais, desde que cite o painel “Flávio e os Parças” e o link destrava-conversas.com.br/eoflavio, e indique se houve mudanças. O código está em github.com/destrava-conversas/eoflavio.
Autoria e uso de IA
Autoria: Eleitor Brasileiro Preocupado. O painel foi feito com o Claude, assistente de IA da Anthropic, que pesquisou fontes públicas, resumiu e classificou as ações de cada governo e escreveu o código da página. As escolhas editoriais, como quais líderes e pautas entram e os critérios de classificação, são do autor. A IA pode errar: confira os links das fontes.
Períodos e fontes
Períodos cobertos: Jair Bolsonaro (Brasil, 2019 a 2022), Milei (Argentina, até setembro de 2026), Bukele (El Salvador, desde 2019), Kast (Chile, desde março de 2026), Trump (Estados Unidos, 2017 a 2021 e desde 2025, até junho de 2026), Orbán (Hungria, até abril de 2026) e o PiS (Polônia, 2015 a 2023). A comparação usa o Brasil de 2023 a 2025.
Critério de fontes
Desde outubro de 2026, toda ação e todo Sinal sobre o Brasil tem pelo menos uma fonte de um destes dois grupos:
- Veículos de referência: Folha de S.Paulo, Estadão, O Globo, Valor Econômico, Correio Braziliense, g1, CNN Brasil, Band, UOL, SBT News, R7/Record, Veja, piauí e Exame. Também as agências Agência Brasil, Estadão Conteúdo, Folhapress, Agência O Globo, Reuters, AFP, AP e EFE, além de BBC News Brasil e DW Brasil.
- Fontes oficiais, quando não há um veículo de referência: Senado, Câmara, Planalto, ministérios, Agência Gov, Ministério Público Federal, tribunais, institutos públicos e organismos internacionais, como OMS e Unicef.
Outros veículos aparecem como complemento, mas não bastam sozinhos. Isso vale para os que têm linha editorial declarada, à direita ou à esquerda, como Gazeta do Povo, Revista Oeste, Jovem Pan, Crusoé, CartaCapital, Brasil de Fato e Fórum. Vale também para portais como Poder360 e Metrópoles, que ficam por serem abertos, sem paywall. Quando a fonte de referência tem paywall, o painel mantém junto uma fonte aberta. Matérias de agência republicadas em outro site aparecem como “Agência (via site)”. Sem uma fonte de referência ou oficial, a ação não entra no painel. Nos outros países, a regra ainda não se aplica: muitas ações dependem de veículos locais menores, e o painel prefere manter a informação com uma fonte que pode ser conferida a ocultá-la.
Cada fonte mostra o que é, para que a usei e onde aparece. Semáforo: verde, muito confiável (dados e documentos oficiais, organismos internacionais, pesquisa acadêmica, agências e emissoras públicas e os veículos de referência listados em Critério de fontes); amarelo, confiável (os demais). Governo, partido e veículo de linha declarada estão indicados. Nas ações, o nome em azul abre a matéria; “(buscar)” abre uma busca no Google, em inglês para países estrangeiros e em português para o Brasil, quando o endereço exato da matéria não foi localizado.